
Bela abertura para um show de rock punk: um coelho rosa, bêbado, entra cambaleando no palco. Duas garrafas de cerveja cheias e gritos histéricos de fãs delirados, tirando o grande “clássico” que embalava a entrada, YMCA… mas isso é apenas um começo… porém, antes do show real, tivemos a presença da banda Nevilton (algo assim) ganhadora do concurso da MTV, que iria eleger a banda que abriria o show, mandaram bem ao meu ver, apesar de ter sempre aqueles que mostram o dedo. A banda se retirou ao som de várias vozes que gritavam o nome da banda, seguido de outra leva muito maior de pessoas que começavam a gritar, GREEN DAY! GREEN DAY! entra o coelho rosa, e eis que nos aparece Billie, já tocando uma palheta da abertura muito bem escolhida para a turnê, 21st Century Breakdown e Know Your Enemy, ótima escolha para aquecer o publico já cansado de esperar, acabando as duas com enormes explosões por de trás do palco. É… e isso foi só para aquecer.

East Jesus Nowhere, tocada logo em seguida, fez a mutidão começar a se soltar, pulando, saindo do chão. Depois de uma pausa, Billie começou a nos excitar a cantar ÊÊÊÊÊÊOOOOO ÊÊÊÊÊOOOO oque, pode ter certeza, se repetiu muitas vezes mais durante o show. Aí foi a vez da fã, uma garota alta e morena subiu ao palco abraçando o cantor, que com bastante apreço deu um beijo na fã, que já atordoada, saiu bastante feliz do palco. Logo após, uma que fez os fãs (eu) pularem e gritarem como nunca foi Holiday, que fez qualquer um (eu) cantar feito louco, sob o efeito causado pela música como um entorpecente ao contrário. Logo após veio uma das minhas favoritas, Letterbomb. E dessa pra frente foi só alegria: Give me a novacaine, We are the waiting, St Jimmy (nessa teve bate-cabeça, algo totalmente esperado).

E continuaram com Boulervard of broken dreams, que levou o público à loucura (me arrepio só de lembrar), que começou só com um solo de violão, e quando todo mundo já tinha cantado a primeira estrofe, recomeçou com Tre Cool finalmente na bateria e Mike no baixo, realmente uma das melhores horas. Logo após as realmente clássicas começaram: Nice guys finish last, Burnots, Paper Lanterns, 2000 light years away. E a coisa realmente só melhorou com Hitchin’ a ride, Welcome to the paradise.

E, durante uma dessas músicas (não consigo lembrar direito) Billie resolveu chamar um garoto ao palco. “What’s your name?” perguntou ao garoto. “Gabriel” respondeu. “How old are you?” Billie retrucou. O pequeno menino sortudo disse que tinha 8, então Billie lhe entregou a bandeira, para o delirio de todos. Então ele resolveu perguntar de o onde o garoto vinha, o muleque pareceu meio ofendido e respondeu “DAQUI!” Billie olhou assustado para a platéia (eu), que desandara a rir e expussou o menino dando-lhe um chute fraco na bunda resmungando “ow, go away your bastard!” Para depois tocar uma das músicas mais cantadas do show, When i come around.

Depois dessas músicas, começou os acordes para umas das sequencias de covers mais perfeitos que já vi: Iron Man (Black Sabbath), Sweet Child O’ Mine (Guns N’Roses), Highway To Hell (AC/DC)… O público cantava, pulava, balançava os braços no ar. Tudo na mais perfeita harmonia. Esse fora, com certeza, o ápice do show, o grande climax.

Logo depois, Billie começou a jogar água no público e, quando molhou todo mundo, pegou uma engenhoca e jogou papel higiênico em todo mundo. Pegou, então, uma bazuca e começou a jogar camisetas para a platéia, tanto a mais da frente, como a lá de trás. Depois, um muleque, o mais cagado da platéia, foi chamado no palco para cantar e cantou muito bem, após dar um selinho no Billie (isso mesmo, um selinho!), longview. O carinha cantou e tocou como se fosse o próprio Billie que, no final, deu-lhe sua guitarra dizendo embasbacado: Esse é o melhor cantor de são paulo! Por favor, aplausos. Do meu lado da platéia veio apenas um grande urro de: FILHO DA PUTA! FILHO DA PUTA!

Após esse grande estardalhaço, Billie parou em frente ao microfone e esbugalhou os olhos. Ao começar ” Do you hav…” o publico em geral começou a gritar a letra, sem se importar se estava rouca ou não e foi uma das únicas músicas que o público cantou inteira, sem parar: Basket case. Logo depois, veio She, que levou o publico igualmente ao delírio.
Aí então veio uma das melhores partes do show: enquanto tocavam King For A Day, Shout (Tears For Fears), Stand By Me (John Lennon), (I Can’t Get No) Satisfaction (Rolling Stones)e Hey Jude (Beatles), Billie trouxe ao palco Jason freese vestido de Elvis e o guitarrista, Jason White, para que podesse fazer as proezas que viriam à seguir. Tré, Mike e Billie vestiram-se de mulher e ficaram zoando enquanto o Saxofonista, Jason Freese, tocava divinamente bem, Tré começou a cantar uma música country com uma voz extremamente engraçada, seguido por mike e, por fim, o Billie que após tudo isso ainda teve a aldacia de simular uma punhetinha com o microfone tendo um “orgasmo” no final. Tirando a parte em que (por duas vezes) ele mostrou a bunda, que é branca pra caralho, posso afirmar isso com certeza.

Depois veio: Minority, 21 Guns e Jesus Of Suburbia, que fez a platéia (eu) sentir um arrepio na espinha enquanto esperava em silêncio pela última parte da música. Billie resolveu nos tirar da agonia e, depois de vários segundos recomeçou a música com mais explosões de tirar o fôlego com o “YOU’RE LEAVING!!” mais espantoso da minha vida. Veio em seguida Wake Me Up When September Ends e para finalizar com chave de ouro, Good Riddance (Time Of Your Life).
O show, então acabou. A mutidão cantarolando as músicas ainda ecoando começaram a se afastar para a saída. E eu, com minhas coxas duras e joelho enrrijecido, me despedi do pessoal que conheci lá e fui em direção à saída junto a mutidão. Liguei pro meu pai dizendo com grande pesar que poderia vir buscar em e minha grande parceira de show(s), e lá fiquei com ela na calçada, comentando cada detalhe do maior dos espetáculos. Assim acabou o grande dia da minha vida, O MELHOR DE TODOS… seria egoísmo dizer só o meu, mas o de mais de 20 mil, pessoas, que se perguntava por que o dia teve de acabar…
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