Esse vai ser difícil de dar uma resposta certa: se é bom ou não. Sabe quando o filme termina e você tem aquela impressão inicial, influenciada pelos comentários a sua volta? A maioria, ou elogia, ou critica. O negócio complica quando uma garota do seu lado reclama que perdeu duas horas da vida dela, enquanto tua amiga fala que foi tão bizarro que gostou e assim sussetivamente. Sendo assim, eu que vou no cinema tentando ter um olhar mais critico sobre os filmes, sendo que vou seguir essa linha de carreira, fico confuso. Não é que eu não tenha minha própria opinião, mas é que o filme te leva do ridículo ao ponto de te fazer rir, à tensão extrema te fazendo sentir um suor frio nas mãos. E é assim que vou começar minha critica pessoal.
Essa mudança drastica de sentimentos é um dos pontos positivos do filme, mas com o efeito contrario do que era esperado, acho. Apesar de você sentir vontade de rir em partes que própria Abby ("vilã" entre aspas mesmo) ataca, você fica tenso mesmo é nas partes em que Owen (o "mocinho" entre aspas também) sofre bullying dos valentões da escola, que pegam pesado mesmo e dão mais medo que a Abby. Mas antes de me aprofundar nessa parte, melhor começar pelo começo do filme.
O filme começa tenso, em 1973 um policial chega no hospital onde um homem acabou de sofrer um acidente, em que acabou ficando com grande parte do corpo queimado. O policial tenta se comunicar com ele atraves de bilhetes, pois suas cordas vocais fora queimada também. Porém antes de conseguir conversar, ele é chamado para atender o telefone, com o telefonema ele descobre que o homem tinha uma filha. No mesmo instante, uma infermeira grita do quarto: o homem havia se suicidado.
Depois somos apresentado a Owen, o protagonista. Um garoto pequeno e magricela, que apanha dos garotos na escola e ainda tem que lidar com a separação dos pais: sua mãe, uma fanática religiosa e seu pai, extremamente ausente. Numa noite de neve, ele vê de seu quarto uma nova vizinha chegando com seu pai, e ele decobre que vai ser ela que vai morar no apto do lado. Como Owen gosta de ficar no playground de noite, ele desce e puxa conversa com a menina nova, que falam que eles não podem ser amigos. No dia seguinte, Owen fez a mesma coisa, e lá estava ela de novo. E assim se fez durante os dias, até que de lá surge uma grande amizade. Porém, após certos acontecimento, Owen começa a desconfiar de sua amiga e começa a espioná-la com cuidado. Logo ele descobriu que ela nescessita de sangue para sobreviver, mas que gosta realmente dele, chegando ao ponto de protegê-lo. Ai é que entra as aspas: Abby precisa de sangue pra sobreviver, sendo assim ela mata para poder viver. Porém ela protege o garoto, que não a repreende... ou é inocente, ou é espertinho...
A história é praticamente isso, e olhando assim parece bastante tentadora. E, vão por mim, ela é! Nesses tipos de filmes, eu fico um bocado entediado e chego até a dormir, mas em Deixe-me entrar eu não senti isso. Ele é bastante interessante, e de repente você se pega dando risada, para logo em seguida ficar tenso... exatamente como disse no começo. Além disso, o filme é cheio de cenas memoráveis, como na que o "pai" da Abby cai da sacada do hospital. O angulo e o giro, causional ou não, que o boneco deu no ar, pra mim, foi perfeita. Uma atração a parte é a atuação de Kodi Smith-Mcphee se compara a de grande nomes de atores já consagrados como o do não-mais-mirim Haley Joel Osment. Chloe Grace é outra atriz com um belo caminho pela frente... quem assitiu Kick-ass lembra bem da Hit-girl... Fora a direção de um grande diretor, o Matt reeves, de Cloverfield. Existe também o filme suéco original, de 2008, baseado no livro Låt Den Rätte Komma In que no Brasil é chamado de Deixa ela entrar. Dizem que o remake ficou extremamente parecido, copiando até angulos de cameras.
Para concluir, Deixe-me entrar é um bom filme com seus defeitos. Fiquei tenso e senti minhas mãos soarem, mas não foi como n'O exorcista ou n'O chamado. Eu recomendo ele, sim, mas apenas como um filme terror comum, nada muito horripilante, mas bastante legal além da história bem original. Procurem assistir o original sueco também, quem sabe ele não é mais aterrorizante que o remake americano?
Remake
Original

Nenhum comentário:
Postar um comentário